Msário declara: “Não tem essa de deixar som guardado, tem que lançar”

O Raplogia entrevistou o artista Msário, que lançou hoje o clipe de Segura o Reggae no YouTube, faixa que faz parte do EP Indefinido, mais recente trabalho do rapper paulista.

Durante a conversa, os temas abordados foram as influências musicais de seu novo CD, o intenso fluxo de produção da cena atual, experiências com o antigo grupo, Pentágono, e muito mais. Dá só um confere!

– O EP “Indefinido” tem sonoridades bem diversas, você demonstrou ser um cara bastante eclético nesse trabalho. Que tipo de artistas você curte ouvir e que te influenciaram na criação do EP?

Msário: Eu escuto muita coisa. Escuto rap, reggae, mpb. Durante o processo de criação do disco, eu escutei muito Kendrick, muita música brasileira, escutei o disco da Alicia Keys, que saiu na época. Tento ouvir de tudo, toda música que eu gosto, toda música que eu sinto que tá no meu coração, pra mim é boa e ela acaba sendo influência direta na minha música também.Ouvi muito na época um artista que se chama Sinkane, que é uma pegada diferente, ele tem um som muito bom. Também ouvi muito Chronixx, Protoje.

– Como você encara a competição cada vez maior no mundo do rap? Qual a sua análise em relação ao fluxo de produção das músicas atualmente?

Msário: Pra mim o rap não é competição, o rap é compromisso. Ponto. Tem saído vários artistas novos a cada dia, cada vez mais material, mais trabalho com qualidade e tem muita coisa ruim também – mas assim é na vida toda, tem coisas ruins e boas.

Acho que a galera procura o que encaixa melhor na vida, mas acho que o rap tem que crescer mesmo. A gente tem a oportunidade de gravar, fazer vários trampos, tem que lançar mesmo. Não tem essa de deixar som guardado, igual a gente fazia uns anos atrás. Tinha que ficar guardado, esperando isso e aquilo acontecer, tem que soltar mesmo (risos).

– O Pentágono foi um grupo marcante na história do rap nacional. Tem algum episódio bacana pra nos contar desse período? Como você se sente tendo feito parte desse grupo? 

Msário: O Pentágono teve várias histórias legais e foi um momento marcante das nossas vidas. Foi como ter sido uma faculdade pra gente, aprendizado, muita coisa que a gente conquistou juntos.

São muitas histórias! Tipo, a gente lançou o clipe da música Na Moral, em 2005, e o clipe não tinha nem estreado na MTV e a gente já tava concorrendo com ele no VMB, foi uma parada bem louca. Num ano a gente nunca tinha pego um avião, no outro ano a gente tava na França fazendo show. Rolou muita coisa, muita história mesmo.

– O que o Msário quer ser daqui pra frente como artista e o Paulo como pessoa? 

Msário: Como artista, eu pretendo me aprimorar cada vez mais na rima, no canto, no palco e na carreira em geral. Para cada dia passar a mensagem de paz, amor, respeito e auto estima com clareza, profissionalismo e a cada dia para mais e mais pessoas. O Paulo quer ser um cara melhor. Um pai melhor, um filho melhor, um namorado melhor, um amigo melhor. Escutar mais, amar mais.

No dia 26 de agosto, o rapper fará um show no Jai Club, em São Paulo, ao lado de  DJ SouJazz, Coruja BC1 e DJ Kiko.

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Contato: shows@msario.com

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Victor Costa

Jornalista e flamenguista. Fã de Quinto Andar e Sabotage, é um curioso sobre o universo hip-hop. Escreve a coluna "O Rap pelo mundo" e produz vídeos para o canal do Raplogia.