Pineapple, carreira e futuro: Raplogia entrevista Maria

Residente da Cidade Alta, Rio de Janeiro, Maria Andrade tem apenas 17 anos e é um dos novos nomes da cena.  Com uma voz potente, a jovem ficou conhecida após participar do Poesia Acústica #2 – Sobre Nós, da Pineapple Suply.

Adentrando o Hip-Hop de fato esse ano, o Raplogia trocou uma ideia com a cantora, modelo e atriz carioca, para saber um pouco mais sobre ela, carreira e planos futuros. Confere só:

Raplogia: Conte sobre sua trajetória na música. Como chegou até o Rap?

Maria: Descobri que cantava aos 12 anos, através dos meus amigos. Sempre fui apaixonada e envolvida com o teatro, logo, fiz um musical chamado Um Olhar Carioca, com músicas do Chico Buarque – doadas pelo próprio – e cantei Cálice (composta por ele e Gilberto Gil).  Meu envolvimento com a música nunca passou de hobby ou um acréscimo para a minha paixão por atuar. Aos 15, ela passou a ser meu sustento. Cantei por quase um ano em bares aos finais de semana, o que me fez adquirir experiência com o público.

O Hip-Hop sempre foi presente na minha vida, cresci na era 2000 onde ele estava em alta. Meu pai me apresentou Racionais Mc’s, frequentei rodas (principalmente a da minha área), mas só esse ano que acabei mesmo dentro do movimento.

Raplogia: Quais são suas influências? Tanto nacionais quanto internacionais.

Maria: Minhas influências vêm de vários gêneros, mas posso dizer que as principais são Amy Winehouse e Vanessa da Mata. Mas escuto de tudo um pouco.

Raplogia: O que mudou na sua vida após a parceria com a Pineapple?

Maria: A parceria com a Pineapple foi o divisor de águas para as oportunidades, minha visibilidade e a decisão da minha carreira. Sou muito grata a eles e principalmente ao Delacruz, que me colocou nesse projeto.

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Raplogia: Na sua opinião, qual a importância da união das mulheres na cena? Como você, enquanto artista, busca fazer isso?

Maria: Acho mais do que essencial! Nós mulheres sabemos que temos pouca visibilidade, tanto nesse meio, quanto em outros. Busco cada vez mais fechar/apoiar trabalhos com mulheres, tanto no musical, quanto na produção.

Raplogia: Ainda nessa pegada de visibilidade pras minas, cite algumas artistas do movimento que você admira.

Maria: Flora Matos, Tássia Reis, Drik Barbosa, Clara Lima, Juyè e Nabrisa.  Internacional são: Jorja Smith, Sabrina Claudio, SZA, SEVDALIZA, Farina e BIA.

Raplogia: Você já sofreu algum tipo de preconceito/assédio por ser mulher no movimento hip-hop? Como lida com isso?

Maria: Ainda não, mas reparei nos comentários do Poesia Acústica que os caras tinham até preguiça de falar meu nome (risos). Nesse meio você acaba tendo que se impor muito por ser mulher.

Raplogia: Você é cantora, atriz e modelo. Qual dessas áreas você curte mais? Pode nos contar um momento marcante envolvendo alguma delas?

Maria: Atuar, apesar de gostar muito das outras duas áreas, ainda mais hoje em dia. Mas atuar é uma paixão que tenho desde os 3 anos de idade. E acho que um momento marcante foi meu primeiro cachê: ganhei 40 reais pra cantar em um bar em Jardim América.

Foto: Roberto Riva

Raplogia: O que acha importante ressaltar sobre você enquanto artista?

Maria: Acho importante ressaltar isso, minha alma livre. Sou muito aberta a qualquer sentimento, gênero, situação. Não gosto de ficar presa à uma coisa só, estou sempre buscando novidades, e gosto de trabalhar com a verdade.

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Raplogia: Quais são os seus planos para o futuro?

Maria: Começar minha carreira solo pra vocês conhecerem melhor meu trabalho e minha essência. Por enquanto não posso adiantar nada, mas posso dizer que não ficarei presa ao Hip-Hop e creio que o público vai curtir os trabalhos.

Raplogia: Pra gente te conhecer um pouquinho melhor, conte três curiosidades aleatórias sobre você.

Maria: Tenho 4 cachorros, amo açaí e troco de cabelo com muita frequência.

Raplogia: Qual conselho/recado você dá pras minas que estão começando agora?

Maria: Não desistam nunca! O movimento precisa cada vez mais de mulheres, até alcançarmos a tal igualdade/equidade que tanto buscamos. Temos muito a acrescentar ao movimento e aos homens, e quanto mais fizermos umas pelas outras, mais fácil será chegar ao auge.

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