Review: Rick Ross – Mastermind

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Rick Ross soltou um disco razoável, mas que é o melhor de sua carreira. Será que o rapper de Miami pode ir além disso?

Essa é uma pergunta que me faço desde que ouvi o mais novo projeto de estúdio de Rick Ross, o disco Mastermind. Lançado com menos alarde do que seu antecessor, o fraco God Forgives, I Don’t, Mastermind conquistou o público antes do lançamento com o single The Devil Is A Lie, com Jay-Z, que ficou bastante decente. O disco teve outro ponto alto em sua divulgação, foi o single Nobody, com Diddy e French Montana. A faixa é um “remake” da faixa You’re Nobody (Til Somebody Kills You) de Notorious B.I.G., e que funcionou muito bem – não chegando aos pés da original. O que me assustou nessa faixa, foi o refrão de French Montana que está excelente. Ao ouvir essa música, você provavelmente ficará com French em sua mente por alguns dias. O discurso de Diddy no meio da música, fez com que ela me ganhasse.

Mas você deve estar pensando que com dois ótimos singles, o disco de Ross deve estar sensacional! Nah. Não é bem assim. O disco de Rick Ross é bom, mas não foge do que o rapper vem nos trazendo há tempos. É superior ao Teflon Don, mas não consegue bater seu melhor projeto, a mixtape Rich Forever. Mastermind mantém um nível bastante previsível, com letras sem muita profundidade, que não fogem do assunto favorito do rapper, o dinheiro. Ross tem umas punchlines ótimas, e às vezes nos traz um storytelling digno de filme, mas dessa vez não. Mesmo tendo ótimas faixas, nenhuma delas tiveram um impacto como B.M.F teve em 2010 por exemplo. Nobody é a que chega mais perto disso, mas de forma controversa, afinal, é um remake de uma faixa de um dos melhores da história. O pessoal gosta de debater/reclamar disso.

Vamos aos pontos positivos do disco. Mastermind tem uma produção excelente, e esse é uma das coisas que eu mais admiro em Ross. Ele escolhe ótimos produtores, e ótimas batidas. Faixas como Nobody, What A Shame, In Vein e Sanctified são belos exemplos disso, principalmente a última faixa, que é produzida por ninguém menos que Kanye West, que também tem um verso hilário nela. Ross acerta em cheio também em suas colaborações, e isso não é de hoje. Em 2006, Ross estreou com o Port of Miami que continha rappers como Jay-Z, Jeezy, e Lil’ Wayne. Coincidentemente, os três estão nesse disco. Os dois últimos em faixas que não animam nem um pouco. As participações de Kanye e The Weeknd são definitivamente o ponto alto do disco, que também tem Big Sean, Meek Mill, French Montana, Lil’ Wayne, Jay-Z por exemplo. O lendário Scarface está em uma faixa chamada Blessing in Disguise, que também tem a participação do grande Z-Ro. Essa é uma das melhores faixas do projeto, trazendo um feeling de H-Town extremamente grande em nossa mente.

O disco é bom. Não é algo inovador, coisa que dificilmente vemos ou podemos esperar de Rick Ross. O rapper não mostra muita evolução, coisa já esperada, pois Ross é bastante limitado. Mas assim como boa parte dos projetos de Rick Ross, é um disco divertido de se ouvir. Principalmente se você é um fã de mafioso Rap, coisa que Rick Ross sabe fazer, não tão bem como os percussores do estilo, mas atualmente, poucos sabem fazer. Ouça o disco, pois é o melhor projeto de Rick Ross. El gordito is back!

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Jhonatan Rodrigues

Fundador do Raplogia em 2011, Joe é fã incondicional de Nas, futebol, cinema e séries de TV. Se apaixonou pelo hip-hop graças aos filmes sobre a cultura e escreve há 7 anos sobre o assunto na internet. Já passou pelo Rapevolusom e foi um dos moderadores do Genius Brasil.