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Com características experimentais, Alã mostra que Lo-Fi não é pra qualquer um

By 28 de novembro de 2018 No Comments

O músico, que tem produzido diversos trabalhos nos últimos anos, sai da zona de conforto, busca novas sonoridades e distancia-se de estéticas hypadas. Lançou na última semana o álbum de estreia, A Lã Vol. 1, que faz uma brincadeira com o próprio nome. O artista tem diversas influências, principalmente internacionais, como Muse, Twenty One Pilots, Radiohead, Los Hermanos, Lil Peep e Artic Monkeys.

“Sempre gostei de experimentar nas músicas, trazer elementos de diversos estilos que eu escuto. Acredito que o rap seja um dos gêneros musicais mais abertos a influências de outros, então eu já tinha essa visão”, afirma o rapper.”

Alã assina a produção musical do projeto, assim como a mixagem e masterização, ao lado de Kalebe Hartmann e Ricardo Ribeiro. O álbum possui, até o momento, um videoclipe, “Groove das Caixas”, além de “Bailes e Boates”, previsto para o mês de dezembro. O flow cantado, as guitarras e o lo-fi são elementos marcantes no disco, que tem capa feita por Gabé.

“A ideia é fazer clipes para todas as canções, de forma que elas dialoguem entre si. Em breve essa conexão vai ficar bem explícita”, afirma.

Alã teve interesse pelo rap ainda novo, aos 10 anos. Em 2013 lançou seu primeiro EP, o qual foi regravado, intitulado “Carnal” e nos cinco anos seguintes participou de uma banda de rock alternativo. Quando o grupo se desfez, voltou a rimar para dedicar-se à carreira solo e posteriormente lançou a mixtape Molho 7 com Matheus Coringa e Gábe, além do EP “Mostardas”, produzido ao lado de Arit e com participação de nomes como Zudizilla e Ganti. 

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Victor Costa

Victor Costa

Jornalista e flamenguista. Fã de Quinto Andar e Sabotage, é um curioso sobre o universo hip-hop. Escreve a coluna "O Rap pelo mundo" e produz vídeos para o canal do Raplogia.

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