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Review: Rick Ross – Mastermind

By 12 de março de 2014 No Comments

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Rick Ross soltou um disco razoável, mas que é o melhor de sua carreira. Será que o rapper de Miami pode ir além disso?

Essa é uma pergunta que me faço desde que ouvi o mais novo projeto de estúdio de Rick Ross, o disco Mastermind. Lançado com menos alarde do que seu antecessor, o fraco God Forgives, I Don’t, Mastermind conquistou o público antes do lançamento com o single The Devil Is A Lie, com Jay-Z, que ficou bastante decente. O disco teve outro ponto alto em sua divulgação, foi o single Nobody, com Diddy e French Montana. A faixa é um “remake” da faixa You’re Nobody (Til Somebody Kills You) de Notorious B.I.G., e que funcionou muito bem – não chegando aos pés da original. O que me assustou nessa faixa, foi o refrão de French Montana que está excelente. Ao ouvir essa música, você provavelmente ficará com French em sua mente por alguns dias. O discurso de Diddy no meio da música, fez com que ela me ganhasse.

Mas você deve estar pensando que com dois ótimos singles, o disco de Ross deve estar sensacional! Nah. Não é bem assim. O disco de Rick Ross é bom, mas não foge do que o rapper vem nos trazendo há tempos. É superior ao Teflon Don, mas não consegue bater seu melhor projeto, a mixtape Rich Forever. Mastermind mantém um nível bastante previsível, com letras sem muita profundidade, que não fogem do assunto favorito do rapper, o dinheiro. Ross tem umas punchlines ótimas, e às vezes nos traz um storytelling digno de filme, mas dessa vez não. Mesmo tendo ótimas faixas, nenhuma delas tiveram um impacto como B.M.F teve em 2010 por exemplo. Nobody é a que chega mais perto disso, mas de forma controversa, afinal, é um remake de uma faixa de um dos melhores da história. O pessoal gosta de debater/reclamar disso.

Vamos aos pontos positivos do disco. Mastermind tem uma produção excelente, e esse é uma das coisas que eu mais admiro em Ross. Ele escolhe ótimos produtores, e ótimas batidas. Faixas como Nobody, What A Shame, In Vein e Sanctified são belos exemplos disso, principalmente a última faixa, que é produzida por ninguém menos que Kanye West, que também tem um verso hilário nela. Ross acerta em cheio também em suas colaborações, e isso não é de hoje. Em 2006, Ross estreou com o Port of Miami que continha rappers como Jay-Z, Jeezy, e Lil’ Wayne. Coincidentemente, os três estão nesse disco. Os dois últimos em faixas que não animam nem um pouco. As participações de Kanye e The Weeknd são definitivamente o ponto alto do disco, que também tem Big Sean, Meek Mill, French Montana, Lil’ Wayne, Jay-Z por exemplo. O lendário Scarface está em uma faixa chamada Blessing in Disguise, que também tem a participação do grande Z-Ro. Essa é uma das melhores faixas do projeto, trazendo um feeling de H-Town extremamente grande em nossa mente.

O disco é bom. Não é algo inovador, coisa que dificilmente vemos ou podemos esperar de Rick Ross. O rapper não mostra muita evolução, coisa já esperada, pois Ross é bastante limitado. Mas assim como boa parte dos projetos de Rick Ross, é um disco divertido de se ouvir. Principalmente se você é um fã de mafioso Rap, coisa que Rick Ross sabe fazer, não tão bem como os percussores do estilo, mas atualmente, poucos sabem fazer. Ouça o disco, pois é o melhor projeto de Rick Ross. El gordito is back!

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Jhonatan Rodrigues

Jhonatan Rodrigues

Fundador do Raplogia em 2011. Ex-escritor do Rapevolusom. Me encontre no Twitter falando sobre rap: @JhonatanakaJoe

Sem comentários

  • Nefasto22 disse:

    “O rapper não mostra muita evolução, coisa já esperada.”
    kkkkk

  • Nefasto22 disse:

    Se ta de Brincadeira né?!

  • “the devil is a lie” é razoavel? Nunca ela é foda !
    O disco é razoavel cheio de altos e bem baixos.Não acho o melhor album dele acho Teflon Don,Deeper Than Rap e ate a mixtape rich forever melhores,mais bem melhor que seu ultimo album e o mais fraco God Forgives, I Don’t.

  • 001 disse:

    Eu discordo de quando vc diz que ele falou muito sobre o seu assunto favorito, dinheiro, nesse disco eu acho que ele focou mais em falar sobre drogas e armas, tiros e guerras em geral, só Rich is Gangsta que ele fala mais sobre dinhero mas sendo mais lirico que o comum, Thug Cry pra mim foi a melhor faixa a produção da J. League é incrível pena q é a única do disco, o 2 versos do Ross são bons o verso do Wayne é foda, o refrão da betty idol é lindo, eu tenho curtido a War Ready ela cresceu muito em mim o clipe anima muito, Devil is Lie é mais ou menos, Sanctified é muito boa pra mim, Blessing in Disguise pra mim tem o melhor verso do álbum, o verso do Facemob o verso do Ross eu achei mediano, o resto eu gosto,porém fica num nível abaixo mas sempre sendo bom, eu só tenho uma dúvida pq eu tava lendo o seu Review do Rich Forever, e o q vc elogiou lá, vc criticou aqui, sendo q pra mim Rich Forever e o Mastermind tão no mesmo nível, tipo pq no Rich forever o Ross dá uma aula no Flow? e aqui ele é limitado? o que vc vê de diferente entre os 2 projetos, o melhor “projeto” dele eu considero o Self Made 1 que pra mim é um clássico.

  • johnny disse:

    Thug Cry é top 3 facil do disco…

  • jose disse:

    Esse review n esta muito claro, se contradiz a td momento. Logo no comeco fala q o album eh razoavel, ai no final fala q o album eh bom, dps falam q o melhor projeto dele eh a mixtape rich forever, ai no final do texto falam q eh o melhor projeto do ross,el gordito is back! Na real esse review tem q ser reescrito ta muito contraditorio, e esse album para mim eh o melhor trabalho do ross desparado as producoes estao exelentes e o ross falou bastante coisa nesse album q ele n tinha falado antes,como por exemplo o fato dele ter sido CO, ele fala de ser pai, ele fala do tiroteio q ele levou, ele ta falando claramente sobre qm atirou nele, ele colocou mais emocoes nesse album como em faixas como a thug cry. Pra mim esse disco esta exelente e eu vejo uma grande evolucao no ross isso eh claro, eh so vc ouvir port of miami e ouvi mastermaind, o crecimento dele eh evidente !

    • Joe disse:

      Para mim, razoável e bom são as mesmas coisas. Um disco excelente, não é um disco “só bom”. O melhor projeto dele é a Rich Forever, mas o melhor disco de estúdio, concordo que é esse. O Ross tem letras iguais seja em todo disco. Desde Port of Miami ele fala umas paradas sobre a vida dele, não muda muito. Os discos do Ross são baseados em alto exaltação, nada mais que isso. Ele é limitado. E comparar com o primeiro disco, ok, mas eu usei como “ponto de comparação” o Teflon Don, e os últimos anos dele. Ele não faz nada novo. É a mesma coisa sempre.

      Eu posso exaltar o trabalho do Ross mesmo não gostando. Afinal, é o que ele sabe fazer. Para mim, Mastermind é o limite que ele pode chegar como rapper. Posso queimar minha língua no futuro, mas desde que ele lançou Teflon Don, isso é a melhor coisa que ele fez… mesmo sendo somente boa/razoável.

      • 001 disse:

        Não é meio louco falar q “Teflon Don, e os últimos anos dele. Ele não faz nada novo. É a mesma coisa sempre”, mas o Melhor projeto dele é Rich Forever como vc diz, lançou em 2012? Que sentido é esse? e vamo ser sincero Rich Forever é álbum de estudio, quem coloca Nas, Pharrel, Drake que são artistas que cobram muito pelas participações numa mix, por um acaso lançou como mixtape, mas até vende no Itunes é um álbum e ponto, só lanço de graça.

        • Joe disse:

          Ok, posso ter soado um pouco errado nesse caso do ano da mixtape. Mas Rich Forever se trata de um momento. E bem, não é um álbum. É uma mixtape, independente de quem tu coloca lá ou paga – e nem sempre é assim. Mixtape também são vendidas no iTunes, e ponto, amigo.

          Teflon Don e Rich Forever são parecidos, inclusive. Mesmo Rich Forever sendo boa, ele não mudou a sonoridade do que fazia. Os discos da MMG soltos recentemente, são iguais. E Mastermind não evolui muito disso. A única coisa que muda, são as produções, afinal, deu de batidas soando no maior estilo trap. Mas o Ross é o mesmo. Tudo o que ele vem lançando seja freestyle, música solta, LPs colaborativos, tudo, é muito parecido com Teflon Don e Rich Forever. Chega uma hora que isso cansa. Ouça tudo isso em um dia, você vai parecer estar em um loop infinito de batidas chupadas do Waka Flocka. Tudo o que ele vem lançando é parecido com Rich Forever e Teflon Don, é isso, deu de repetir a fórmula.

      • José disse:

        Agora entendi, para mim bom e razoável são diferentes . Mastermind eh o melhor album da carreira dele, superou o teflon don q eh o 2 melhor, eu n sou fã do ross mas curto boas músicas e sei dar o crédito qd um cara q eu n curto faz um bom trabalho, e o ross fez com o mastermind, eu achei esse album muito bom me surpreendeu, eu n esperava um album do ross melhor q o teflon don, estou escutando mastermind td dia, a produção do album ta nota 10 e liricamente ele melhorou pelo menos eu achei isso. Vlw pelos esclarecimentos, agora ficou mais claro pra mim esse review.

      • 001 disse:

        Eu discordo q ele tem usado as mesmas batidas sempre, inclusive eu acho q no Rich Forever foi quando ele foi mais Trap de tds, no GFiD, ele foi generico mesmo, só q no Mastermind eu acho q ele foi diferente e variou mais o estilo, mas é sua opnião, cada um tem o seu gosto, eu adoro os review pq eles sempre levantam grandes pontos de discussão e isso é muito positivo, a troca de opniões.

        abraço, continue o ótimo trabalho

  • Crr7 disse:

    Sem me alongar muito, gostaria de expressar que o meu pensamento é bastante parecido com o do mano José quando ele diz: ” eu n sou fã do ross mas curto boas músicas e sei dar o crédito qd um cara q eu n curto faz um bom trabalho, e o ross fez com o mastermind, eu achei esse album muito bom me surpreendeu, estou escutando mastermind td dia”.
    Salve!

  • José disse:

    Crr7 eh isso ae mano , salve !

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