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Sobre John Mayer

By 23 de outubro de 2012 No Comments

Faz anos que conheço John Mayer. Frank Ocean eu descobri ano passado. Enquanto a música de John Mayer nunca havia me chamado a atenção o bastante para procurar seus trabalhos, com Ocean foi paixão a primeira vista. Sua música me cativou desde o primeiro momento. Nostalgia ULTRA foi uma bela mixtape e me deixou sedento por mais e mais. Comecei a acompanhar o Odd Future, esperando os momentos solos do melhor cantor de RnB da atualidade. E então que channel ORANGE foi anunciado. Seu primeiro álbum, justamente na época em que se declarou bissexual. Isso já teria me chamado a opinião, se não fossem as parcerias do disco. Parecia totalmente desenhado e mesmo que tenha estranhado, foi um bom sentimento ao ver que John Mayer estaria presente.

Em White, ele empresta seu dom na guitarra, não se fazendo presente nos vocais. Em Pyramids, uma das melhores faixas do ano, ele novamente aparece. O clipe é de deixar qualquer um sem ar. Muito bem construído, e no fim, temos Mayer fazendo seu solo. Sem dúvidas, esse é um dos grandes acertos de Frank em channel ORANGE. Essa faixa me impulsionou à dar uma nova chance a sonoridade do sucessor de Eric Clapton.

Depois de ouvir repetitivamente, concluo que Mayer é um enigma. Ninguém sabe ao certo quem ele é. Em Room For Squares e Heavier Things, sua maneira de conciliar sucessos pop’s com guitarras que lembram Jimmy Hendrix vão mostrando o quanto genial é sua obra. Ainda que tenha em um dos seus temas centrais os relacionamentos, Mayer discorre em suas letras desde os seus medos até músicas sem um ‘certo sentido’, como em Who Says. A música que primeiramente parece ser uma interrogação sobre ficar chapado ou não, passando por um breve citação à relacionamentos e falando sobre as possibilidades de fazer tudo aquilo que quer. Battle Studies e Continuum são exemplos de músicas bem elaboradas, algumas baladas e outras obras-primas.

Tendo enfrentado alguns problemas de saúde, precisando até ficar meses sem falar, sua música ficou em segundo plano. A imprensa fez de Mayer um alvo fácil para tabloides depois de relacionamentos conturbados com Taylor Swift, Katy Perry, Jennifer Aniston. Mesmo que mantivesse um nível musical alto, o que foi priorizado por parte da mídia, foram essas bobagens que nada contribuem para um artista.

Em Born And Raised podemos ver o seu medo em envelhecer, ao mesmo tempo em que ele troca as guitarras elétricas por gaitas de boca e violões. A atmosfera country tem influência grande no cd, não se resumindo apenas no seu jeito de vestir para promovê-lo. Pyramids lembra os solos de Heartbrek Warface e Neon, sendo uma das poucas chances de relembrar aquele Mayer de anos atrás. Born And Raised é uma tentativa de recomeçar, mesmo sem os seus melhores momentos. Assim como Eminem em Relapse, assim como Kanye em 808’s, Lupe em Food & Liquor II, eu e você também. Todos merecemos uma segunda chance, essa é a de Mayer.

Me faltam palavras para descrever o que senti ao ver a apresentação de Frank Ocean e John Mayer no SNL. Fiquei perplexo, estagnado e todos os adjetivos possíveis ao ver a sincronia de ambos na performance. Quando não estou ouvindo Hip Hop, John Mayer é meu artista número 1. Confira abaixo o vídeo:

(não deixe de ver também: http://continuumspace.blogspot.com.br/)

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Jhonatan Rodrigues

Jhonatan Rodrigues

Fundador do Raplogia em 2011, Joe é fã incondicional de Nas, futebol, cinema e séries de TV. Se apaixonou pelo hip-hop graças aos filmes sobre a cultura e escreve há 7 anos sobre o assunto na internet. Já passou pelo Rapevolusom e foi um dos moderadores do Genius Brasil.

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